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Ray Manzarek 1939 – 2013

ray72

Good bye Ray. Rest in peace. Thank you for the music.

http://www.youtube.com/watch?v=yeae5nzd69Y

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Exposição Valdir Sarubbi

 

 

 

 

 

 

 

A Galeria PONTES une-se a um grupo de alunos e admiradores de Valdir Sarubbi para celebrar a produção do artista, no ano em que completa 10 anos de sua morte, com a exposição que leva seu nome. Serão apresentadas 22 obras minimalistas, entre desenhos, pinturas e relevos em técnicas mistas, lápis de cor, nanquim e colagens, duas telas inéditas que estava desenvolvendo quando ganhou o prêmio da Pollock-Krasner Foundation, além de alguns trabalhos da fase amazônica. Abertura 30 de novembro.

Exposição: “Valdir Sarubbi”
Curadoria: Alex Cerveny
Texto Crítico: Renato Rezende
Coordenação: Edna Pontes
Crédito de Imagens: Juan Esteves
Local: Galeria PONTES – http://www.galeriapontes.com.br
Rua Minas Gerais, 80 – Higienópolis – Tel.:(11) 3129-4218
Abertura: 30 de novembro – terça-feira – às 19h
Período: de 1º de dezembro a 15 de janeiro
Horário: 2a a 6ª feira, das 10 às 19h.
Sábado, das 10 às 17h.
Ass. Imprensa: Balady Comunicação – Silvia Balady e Camila Martins
Tel.: (11) 3814.3382 – contato @balady.com.br

No ano em que se completa 10 anos da morte de Valdir Sarubbi, Edna Pontes, galerista e admiradora da arte brasileira, Alex Cerveny, Eduardo Matosinho, Renato Rezende e Marina Marcondes Machado, alunos que frequentaram o ateliê livre do artista, fazem uma grande celebração.
“Valdir Sarubbi”, um olhar sobre a vida e a obra do artista, revela uma série de trabalhos que mostram sua trajetória e apuração estética, mas que depois de sua morte mantiveram-se desconhecidos das novas gerações. Serão apresentadas 22 obras minimalistas, entre pinturas, desenhos, colagens e instalações que, na sua maioria, remetem as formas e cores da natureza Amazônica, sua principal fonte de inspiração desde que começou a pintar.
O artista esteve engajado nos movimentos experimentais dos anos 60 e 70, até chegar a um refinado abstracionismo. Tal fato reafirma a ligação de Sarubbi com o fazer artístico, com a investigação de diferentes suportes e técnicas em busca da realização da obra de arte, indo na contramão do movimento contemporâneo em que a matéria é efêmera e a ideia prevalece.
Depois de anos de espera, duas telas inéditas que Sarubbi estava desenvolvendo quando ganhou o prêmio da Pollock-Krasner Foundation, em 2000, poderão, finalmente, ser conhecidas pelo o público.
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Jack Kerouac On The Road

Jack Kerouac

Jack Kerouac

Meu primeiro contato com o escritor Jack Kerouac foi lendo On The Road. É a obra prima dele e é o que eu recomendo para quem quer começar a ler Kerouac e outros da geração dele que atingiu a maturidade nos anos 50 e ficou conhecida como Geração Beat.

Eu ia dar uma espiada no livro, porque ainda estava lendo outro, mas não deu pra parar. Foi um efeito que ocorreu comigo, não conseguia parar de ler.  Eu nunca tive experiência melhor com qualquer outro livro que eu tenha lido antes ou desde então. Kerouac escreveu On The Road sem parar durante 3 semanas, virando noites e tirando cochilos pra voltar para a máquina de escrever e continuar. Para não interromper sua linha de raciocínio cada vez que tivesse que tirar uma página escrita e colocar outra na máquina ele usou um rolo gigantesco de papel. O original de On The Road de Jack Kerouac é um imenso rolo de papel sem pontuação nem parágrafos, apenas espaços em branco para dividir as cenas. Essa maneira de escrever tinha também a intensão de captar a sonoridade das palavras em conjunto, o que torna a tradução do original em inglês um pouco complicada.

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Pensando em Valdir Sarubbi

Se fossemos falar sobre Valdir Sarubbi e discorrer sobre obras, prêmios e dados cronológicos, seria se perder no que menos importa. Como artista plástico ele trouxe uma sensibilidade especial em sua maneira de viver e fazer arte. É o tipo de relação com a vida e com a obra que permanece, ao contrário do fútil/supérfluo, as coisas mais importantes da vida são duradouras e transcendem o tempo.

Cheguei como aluno em seu atelier em 1996. Estava tentando entrar no mundo comercial da ilustração. O Sarubbi me mostrou outro caminho: para uma significativa atividade criativa. Aprendi com ele e ainda às vezes me esqueço que (como ele não cansava em dizer) o “processo é mais importante que o produto final“. Foi a primeira pessoa que me disse que às vezes não fazer nada é melhor do que fazer alguma coisa…Estranho? Para mim era apenas um conceito novo.

Colagem feita a quatro mãos entre eu e Sarubbi durante aula no atelier

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Marketing de rua

Clique na imagem para ampliar:

Do caderno de rascunho: A banca do Seu Donato - desenho: Daniel Gisé

Essa é a filosofia do seu Donato! Me inspirei no centro de São Paulo onde às vezes você se sente como um intruso numa banca ou numa loja ou pensa que está atrapalhando perguntando alguma coisa.

Lá tem muito sebo e dá pra achar coisas inacreditáveis, já comprei livros e histórias em quadrinhos com 50 anos de idade, fantástico. O lance é que se acha as coisas porque elas tão lá por acaso, na grande maioria das vezes. Se achar o que procura sorte sua, senão o dono teria falado “Não tenho”. É a cultura geral do lugar.

E tem esse dono de banca, “Seu Donato”. Eu passei várias vezes na frente da banca dele e tudo alí tá meio desatualizado, a banca é pouco convidativa e o dono é lacônico. Uns 10 ou no máximo 15 metros dalí tem outra banca nova com todas as revistas atuais, cigarros, cigarrilhas, doces, livros. Um dia eu fiquei intrigado! “como os negócios como o do Seu Donato sobrevivem?”

Desenhando com os dois lados do cérebro

Fonte da imagem: Wikipedia

Eu queria voltar no tempo e me encontrar cara a cara com o professor da faculdade de artes plásticas que nos falou em aula “A fotografia libertou a pintura da obsessão da verossimilhança”, ou seja, não é mais preciso aprender a desenhar. Aí, de homem pra homem, a gente ia conversar sobre essa frase atribuída a André Gazin. Eu descobri que é preciso aprender a desenhar sim, com os dois lados do cérebro.

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O primeiro post

Tudo tem sua primeira vez. Aqui vem meu primeiro blog pessoal, para tentar juntar tudo o que eu faço num lugar só e quem sabe achar um sentido ou uma definição que responda satisfatoriamente aquela pergunta bastante comum: “O que você faz?”. Quem sabe o que vem no próximo post? Difícil prever. É como Kerouac escreve na abertura do livro Subterrâneos: “melhor começar do começo e deixar a verdade vazar aos poucos, isso…”.